1.6.05

Para início de conversa

Esta saiu de uma metareunião que não chegou a quase nenhum lugar, a não ser este...

AULA INAUGURAL SOBRE A EXISTÊNCIA DE ESTUDOS SUJEITOS A OBJETOS TEÓRICOS E PRÁTICOS PARA A INFÂNCIA FELIZ E A VELHICE DURADOURA E DOURADA DA FACE REPLETA DE RUGAS SONHOS MASSAS E NENHUMA IDÉIA PRESA NA CABEÇA OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR.
OU
A TEORIA SUBVERSIVA DO SER SEM PROBLEMA
OU O DELÍRIO DO EMPIRISMO BARATO
OU A SURRA QUE NOS DAMOS QUANDO CADUCOS OU AINDA SÃOS
OU
O TÍTULO À PROCURA DE UMA OBRA
OU A OBRA À PROCURA
OU MELHOR (OU PIOR)
A PROCURA

Coisa laboratorial a questão da droga
a práxis libertada da teoria
marcapasso da vacina
se não puser o lugar na falta ampliada
parole inutili
adequar-se à estrutura mental
ela fala até assim:
- estudos subordinados, famigerados
com objetivos diferentes
é o seguinte: seria, por exemplo,
qualidade de vida dos pacientes.
Sintomas: estudos retrospectivos,
Coleta de dados sem análise ensaiada,
Mas que trazem respostas adicionais
Ao nada de que somos derivados.
As questões abordadas:
Originadas na origem da questão original.
Dividir, planejar: subestudar.
Da diferença um título de nobreza
Nos é validado.
E tirado.
Seguindo os mesmos passos:
é uma questão essencial.
Replicar-se, complicar, calcular, excitar,
Explicando-se sem parar;
Não é a mesma metodologia.
O diferencial: categoria subumana estudada.
Um livro todo sobre isso, para que vou ler?,
E saberei de tudo.
Novamente, a pergunta original:
São essas coisas as importantes?
A própria universidade: como?
Um profissional maduro 24 horas com o paciente
Deleite de se divertir:
O nível tóxico da droga:
Só você pode perceber isso.
Funciona como advogado do diabo:
A questão da ética,
Não uma questão de protocolo.
Como ser? Como não ser?
Como ser não-ser? Como não-ser?
É contraditório: esta visão está mudando.
Necessária é a observação da evolução do câncer.
Algo que se vivencia: veja bem:
- câncer! Algo que se vivencia e que não se vê bem,
nem se sabe onde, nem por quê?
Desenvolver o senso crítico é interessante.
Comecei a estudar tais linhas pelo avesso:
Aprendi a ler: há uma cadeira com metodologia científica.
Nela não sente, e sinta.
Publicar, eis a questão; senão não se recebe o diploma.
Você não sabe, você não sabe.
Você não sabe que é nem se é, e já foi.
Será autor do seu trabalho.
Ou co-autor?
Ser igual. Igual. Como não-ser?
Uma via de mão-dupla: a nossa proposta é essa.
Forma de avaliar a fôrma de onde não se ultrapassa:
Avaliar a nossa produção.
Como ser não?
Há de haver no comitê alguém que dê um auxílio.
É uma via de mão-dupla.
Mas só se precisa de uma: aquela que dê auxílio
Ou um adeus menos miserável e nulo nos eixos
Das operárias abissais.
E se não der? Como ser não-ser?
Essa parte, essa parte específica:
A quem cabe? Quem vê? Quem lê?
É desgastante. Você pára. Você espera.
Mas...
Com isso, você espera que essas coisas não aconteçam mais.
E nada acontece mesmo, só o mesmo.
Vai ser uma ajuda mútua.
Algo a comentar?
Peço desculpas. A gente vai terminar.
No começo. Como não saber e não ser?
É uma ajuda mútua: é tão interessante.
São coisas simples: uma coisinha pequena. Urge cuidado.
Ruge. Foge.
Por exemplo: máscaras, materiais, sacos plásticos, densidade,
Ambiente fechado, tempo correto, solução adequada, formulário.
Não cresceu nada: isso reforça uma das teorias atuais.
Se artigo guardado, em contato com água,
Perto do fim da validade: o que é que se faz?
É a embalagem. A integridade. O tempo.
Avalia-se o nosso trabalho e pronto:
Medida de segurança.
Camisinha nas camisas-de-força.
E se a máscara descola?
A camisinha estoura?
As camisas fora do campo de força?
Parada cardíaca.
São coisas simples, bem simples,
Mas são estudos, estudos.
Leia. Como não ser? Você não sabe.
É? Seja? Você foi.
Como fazer. Você não sabe como não-ser.
Alguma coisa mais?
Gente, então, até a próxima.
Você foi fomos somos e vamos
Mesmo sem ir.